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Após novo decreto, especialista alerta que SC precisa de mais restrições contra Covid-19

Governo proibiu permanência em praias, parques e outros locais públicos e suspendeu transporte coletivo. Há cidades que já estavam com restrições mais intensas.
O Governo de Santa Catarina publicou na sexta-feira (17) no Diário Oficial do Estado um decreto com medidas mais restritivas para 111 cidades catarinenses consideradas em situação gravíssimas por causa do novo coronavírus. No entanto, há prefeituras com mais restrições e especialista alerta que são necessárias ações mais duras. O estado tem 51,5 mil casos e 646 mortes por causa da Covid-19.

A permanência em praias, parques, praças, calçadões e outros locais públicos está proibida a partir deste sábado (18) em sete regiões do estado, sendo permitidos exercícios físicos. A partir de segunda-feira (20), o transporte coletivo será suspenso nos mesmos locais por 14 dias.
As sete regiões em situação gravíssima por causa do coronavírus são: região Carbonífera, Foz do Rio Itajaí, na Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, parte do Litoral Norte, e ainda a região de Xanxerê, no Oeste catarinense.

Alcance do decreto
No entanto, na região de Xanxerê e em Itajaí, por exemplo, o transporte coletivo seguia suspenso desde março. Em Blumenau, a prefeitura também já havia suspendido o serviço esta semana. No Sul do estado, Tubarão já havia suspendido os serviços não essenciais.
Na capital catarinense, o acesso a locais públicos, inclusive para prática esportiva, já estava proibido nos fins de semana. Com isso, o decreto municipal é mais restritivo e continuará vigorando e nos dias úteis, vale o decreto estadual.

Alerta
Para um dos especialistas em saúde pública que acompanha a situação da pandemia em Santa Catarina, Fabrício Menegon, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as medidas anunciadas na sexta-feira são necessárias, mas não suficientes.
“Infelizmente a situação exige. A gente está falando aí de medidas que impactem na circulação de pessoas nos comércios, shoppings, academias, espaços públicos diversos, cultos e missas em igrejas, ou seja, as mesmas medidas adotadas em março, que teve alta adesão no distanciamento social, devem ser tomadas novamente”, alertou.
Mesmo assim, há prefeituras que criticaram as medidas anunciadas pelo governo. Em Joinville, no Norte do estado, a prefeitura informou em nota que ficou surpresa com as restrições e que não foi consultada na elaboração do decreto estadual.

Restrições municipais
Desde 1º de junho, as cidades poderiam adotar medidas para combater o coronavírus, com a regionalização feita pelo governo.
Outras cidades não afetadas pelo decreto estadual resolveram também decretar restrições, como Chapecó, no Oeste, onde o prefeito Luciano Buligon anunciou que a partir deste sábado (18) restaurantes, bares e lanchonetes terão que fechar às 22h. Depois deste horário, só por tele-entrega.

Em São José do Cerrito, a prefeitura também publicou decreto proibindo o funcionamento dos serviços não essenciais na cidade por sete dias.

G1 SC

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