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Grupo de Apicultores do Oeste de SC pretende vender mais de 90 ton de mel em 2020

A Associação de Apicultores e Meliponicultores de Quilombo (AAMQ), no Oeste Catarinense, tem previsão de fechar 2020 com mais de 90 toneladas de mel comercializados.
Essa venda é viabilizada através do fracionamento para venda direta ao consumidor e de carregamentos de mel em tambores para entrepostos e exportadores do estado e do País.
O próximo carregamento do produto, com cerca de 17,5 toneladas, segue para um comprador de Brasília no dia 25 de agosto.

A associação foi fundada em 1992 e conta com 40 famílias associadas.
Sua venda mais expressiva em termos de volume é para um entreposto de Brasília, que compra o mel catarinense desde 2018.
A parceria foi estabelecida por eles em meados daquele ano durante o Congresso Brasileiro de Apicultores realizado em Joinville.

Para permitir a concretização do negócio, a Epagri entrou em cena para auxiliar na logística e no controle da qualidade do produto.
O depósito com capacidade de estocar grandes quantidades fica no município de Formosa do Sul, onde o extensionista de lá consegue acompanhar.
Mesmo assim, o grupo teve que se organizar para atender a demanda do novo comprador.

Para esse comprador, em 2018, a Associação intermediou a venda de 15 toneladas.
Em 2019 aumentou para 38 toneladas e em 2020 deve fechar em 92 toneladas, com a última remessa prevista para outubro.

Segundo o presidente da AAMQ, Julcemar Toazza, a procura pelo produto aumentou com a pandemia do coronavírus devido às propriedades medicinais e nutricionais do produto que ajudam a melhorar a imunidade do organismo.
O presidente afirma que as vendas para fora do estado têm sido um bom negócio para as associações de apicultores envolvidas:
“Apesar de termos um bom consumo no estado, temos uma das melhores produtividades por quilômetro quadrado decorrente da flora que dispomos e da dedicação e profissionalismo do apicultor catarinense”.
“A produtividade média alcançada pelos apicultores do município gira em torno de 30 kg por colmeia/ano, enquanto a média nacional é de aproximadamente de 15 kg/colmeia/ano”.
“Já entre os produtores que aplicam as técnicas mais avançadas de manejo, que incluem a troca de rainhas difundida pela Epagri, a produtividade média anual chega 65 kg/colmeia/ano”.
“Mesmo assim, os produtores da AAQM contam com a participação do mel de produtores de outras associações para atender os pedidos de compras maiores”.
“O agricultor faz a venda direta ao comprador, com emissão da nota fiscal no seu município, e recebe o pagamento diretamente em sua conta”.
“Com isso valorizamos o produto em termos financeiros e motivamos a melhoria constante da qualidade do produto e da produtividade”.
“Dessa forma, todos se sentem motivados para melhorar os apiários e ampliar a produção na região”.
“O grupo está analisando proposta de indústria de alimentos que pretende utilizar o mel como ingrediente de produtos diferenciados”.

Produção catarinense
Santa Catarina produziu 7,5 mil toneladas de mel na safra 2019/20.
O censo agropecuário 2017 do IBGE aponta cerca de 17 mil estabelecimentos agropecuários com apicultura no estado e 300 mil colmeias.

SC se coloca normalmente entre o terceiro ou quarto maior produtor de mel do Brasil, mas os destaques do produto catarinense são a qualidade e a produtividade.

FONTE: NOTICENTER

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