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Tabagismo reduz tempo de vida, mas danos são revertidos ao parar de fumar

Usado pelos índios americanos, o tabaco foi levado para a Europa pelas mãos de Cristóvão Colombo. A nova planta logo receberia seu nome botânico —Nicotiana tabacum—, uma homenagem ao aristocrata francês Jean Nicot, que presenteou a rainha da França com suas folhas.
No início do século 20, surgiria a suspeita da relação entre os já populares cigarros e os tumores de boca e garganta. Em 1964, a má fama se consolidou. Além do câncer, eles eram a causa de inúmeras doenças.

De lá para cá, o uso do tabaco se tornou epidêmico e hoje ele é considerado um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que, todos os anos, 8 milhões de pessoas morrem em decorrência do tabagismo, e a maioria de seus usuários vive em países de baixa e média renda, o que faz que o peso das enfermidades decorrentes seja ainda maior.
No Brasil, 428 pessoas morrem diariamente em razão da dependência à nicotina. O câncer, as doenças cardíacas e a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) estão na lista dos males mais comuns entre esses indivíduos.

A boa notícia é que sempre é tempo de parar de fumar e melhorar a qualidade de vida. E nem é preciso fazer isso contando apenas com a sua boa vontade. O Ministério da Saúde possui um Programa Nacional de Controle do Tabagismo, e oferece tratamento gratuito àqueles que queiram parar de fumar por meio de suas secretarias estaduais de saúde. Há ainda alguns programas online, facilmente acessíveis, e os oferecidos por alguns hospitais e convênios da rede particular.

Entenda o que é tabagismo
Trata-se de uma doença crônica gerada pela dependência à nicotina, uma substância que é naturalmente encontrada nas folhas do tabaco e está presente em vários de seus derivados como o cigarro, charuto, cigarro de palha, narguilé, cachimbo, rapé, cigarrilha, fumo de rolo (tabaco mascado), entre outros.

Por que as pessoas fumam?
A comunidade científica já declarou que apreciar o tabaco, apesar do conhecimento de seus efeitos negativos para a saúde, desafia explicações racionais. Apesar disso, a literatura médica sugere que vários fatores influenciam o início e a manutenção do hábito de fumar:

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