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Testes de Covid são jogados no lixo em cidade de SC; entenda

Testes rápidos para detectar o coronavírus foram encontrados no lixo em Rio do Oeste, no Alto Vale do Itajaí. A prefeitura confirmou que o material pertence ao município e que uma sindicância foi aberta para esclarecer o ocorrido. A Secretaria de Saúde já adiantou, porém, que os exames são menos eficazes e por isso não foram utilizados durante a pandemia.
As caixas com testes sorológicos foram encontradas por um trabalhador no Centro de Triagem e Compostagem de Rio do Oeste na segunda-feira (17). Ele acionou a prefeitura, que recolheu o conteúdo. Em cada uma das dezenas de embalagens há 25 exames, todos dentro do prazo de validade. A descoberta logo virou notícia na cidade de cerca de 7,5 mil habitantes.

Nas redes sociais, moradores do Alto Vale mostraram indignação com o descarte, que ocorre em meio ao aumento de casos de Covid-19 em todo o Estado. Com a explosão de novos infectados, cresceu também a procura pelos testes. Neste mês, em Rio do Oeste, em um só dia, quase 100 exames foram feitos, conta o secretário de Saúde, Odair Martins.
A repercussão gerou uma resposta da prefeitura nesta quarta-feira (19). No vídeo publicado na internet, a médica do município, Mariela Paese, explicou que o material não era usado por causa da ineficácia. Ele foi enviado pelo Ministério da Saúde no começo da pandemia, mas nunca utilizado.
— Esses testes nunca foram utilizados porque a gente como médico indicou que não eram eficazes e por isso foram descartados [o uso], não tem motivo para esse “auê” todo — declarou.

Em contrapartida, o secretário de Saúde disse que a prefeitura investigará o que aconteceu e dará explicações em até 30 dias. O município não usa o teste sorológico porque, como já definido pela Anvisa, ele não tem a função de diagnóstico, apenas de mapeamento da população que já teve o vírus ou foi exposta a ele. O sorológico é feito em pessoas sem sintomas.
No combate ao coronavírus, a prefeitura comprou exames RT-PCR, indicados para quem apresenta sintomas. Depois, passou a receber os testes antígenos do Estado, que também têm a função de detectar o vírus no momento da coleta.

O secretário não soube informar a quantidade de testes que foi jogada no lixo, mas a sindicância deve identificar os responsáveis pelo descarte e definir uma punição. Por ora, as caixas permanecem apreendidas pela Vigilância Sanitária municipal. Segundo Martins, Rio do Oeste não enfrenta problemas com a falta de testes, apesar do aumento na demanda de pacientes com sintomas gripais.
O Santa procurou o Ministério da Saúde, que explicou que a responsabilidade pelo material é do governo do Estado. À NSC TV, a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde informou que a pasta não foi notificada sobre a situação até o momento.

FONTE: NSCTOTAL

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