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A ROBOTIZAÇÃO

Da revolução industrial à robotização.

Antes da revolução industrial, ou melhor, da produção em séria, e mais precisamente ainda, de produção sem encomenda pelo consumidor, o mundo está afogado em estoques de mercadorias sem destino. O destino é o consumo, mas um consumidor sem nome, endereço e sem o mesmo valor no bolso, do custo de todo esse processo de produção.

Por uma arrancada, os governos podem aumentar as rendas e o consumo, mas o consumidor direciona seu consumo à produtos frescos e não dos estoques existentes e mesmo dos produtos frescos, haverá sobras, tipo restos no coxo de “porcos satisfeitos”.

Num momento, os produtos frescos não são suficientes e aumentam de preço, gerando a desvalorização da moeda, e os produtos antigos, mesmo desvalorizados como a moeda, não atraem consumidores.

“É um enorme esforço humano despendido para produtos de lixo, e grandes recursos do meio ambiente consumidos, gerando lixos poluidores do meio ambiente”.

UM CIRCULO VIRTUOSO DO DESPERDÍCIO.

Antes da revolução industrial, ou, DA PRODUÇÃO DE ESTOQUES, o consumidor encomendava seus produtos sob medida exata da sua necessidade.

– Para um vestido tinha uma costureira, para um terno tinha um alfaiate, para uma enxada tinha um ferreiro etc….ainda restam os pedreiros, carpinteiros, mas tudo à caminho da robotização, de robôs que não produzem para robôs consumirem, mas sim, para o consumo dos humanos, da qual ele mesmo tirou as suas rendas. Uma produção para ninguém.

Simulamos de forma pura, que existisse um país de 10 mil habitantes e neste país tem empresas com 10 mil empregos. Estes 10 mil habitantes têm rendas dos 10 mil empregos e com suas rendas consomem os seus produtos produzidos, certo e tranquilo. Porém se essas empresas robotizassem 100% de sua produção, e demitissem os 10 mil empregados, deixando os 10 mil habitantes sem rendas, para quem os robôs estariam produzindo? Assim começa uma disputa pelas rendas existentes e originadas pelo trabalho humano. Estes produtos produzidos pelos robôs, estariam à procura de 10 mil consumidores (trabalhadores) que tem rendas de seu trabalho, mas então sobrariam os produtos por eles mesmo produzidos, sendo que um robô sozinho poderá produzir por milhares de humanos.

Não podemos esquecer do dono dos robôs, que sozinho fica com a renda dos 10 mil trabalhadores, porém só consegue consumir por um habitante. Hoje temos países robotizados, à procura de consumidores em países sem robôs, mas com rendas do trabalho braçal, o que está cada vez mais raro, na proporção que a robotização avança.

Parte II

Uma das soluções do ocidente foi encontrar produtos baratos e descartáveis no oriente. Iniciado nos países capitalistas como Japão e Correia do sul, mas com suas produções insuficientes, suas rendas e custos subiram, aumentado os preços. Restou “vender o corpo ao mercado e a alma ao diabo”, com a entrada na OMC dos países de ditaduras socialistas, como a China entre outros. Com a voracidade do consumo de produtos descartáveis, mais um espaço de apenas décadas, poucas décadas, de folga entre o consumo e o total entupimento por produtos e produções robotizadas existirão.

Capitalismo transferindo o dinheiro para o socialismo de ditaduras em troca de produtos descartáveis e lixos, porém os recursos transferidos não são lixos e sim perigosos valores nas mãos de ditadores que neste caso não apenas exploram os cidadãos do seu país, mas sim, conseguem drenar os recursos dos países ricos e até dos países pobres sem dó e piedade.

A recente economia circular, versão melhora da reciclagem, pouco folego terá, pois apenas desloca materiais no tempo e no espaço, não reduzindo a extração, a produção, a utilidade e o tempo maior de uso dos produtos.

CRIATURAS NÃO SUPERAM O SEU CRIADOR

Chegará o dia em que tudo estará robotizado, inclusive a produção de seres humanos?

E mais adiante, todos os sentimentos humanos, chegando enfim à inteligência biológica, enxergando por fim, a mão de Deus e o universo finito?

Robôs não são e nunca serão seres humanos como somos. Como Deus criador, a criatura não é igual, poderemos criar “objetos inteligentes” capazes de se auto -reconstruir à sua semelhança e viver em outro planeta tipo marte, mas quem conhece apenas um pouco do corpo humano, sua reprodução, suas funções, ações e sentimentos, conclui que isso não é uma construção, e sim, uma inteligência que ainda estamos longe de descobrir.

A inteligência artificial, ou logarítmica está em andamento e irá longe, voltado mais aos controles sociais e padronização comportamental humana criando um padrão ideal a ser copiado. Por aí já muitos sentimentos, os mais quentes e expressivos, deverão ter suas chamas apagadas. A beleza dos humanos únicos, inquietos e revolucionários darão lugar ao ser humano pacato eliminando-se as sobreposições dos direitos de um, cruzando a linha do direito do outro, zerando enfim os conflitos da ganância e poder. Mas….ainda estamos disputando mercados e territórios dos períodos medievais para atender nossas necessidades primitivas.

wilmarwurmath@hotmail.com

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