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Perspectivas econômicas e ESG são temas de debate em Blumenau

Com cerca de 300 pessoas presentes, o encontro teve dez palestrantes, entre eles o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala.

Com o intuito de elevar as discussões sobre as perspectivas econômicas e impactos da Reforma Tributária e das políticas de ESG para as empresas, na última terça-feira (03) ocorreu em Blumenau o Meeting “Economia em Debate: Empresas fortes constroem o futuro”, evento exclusivo e dedicado à transformação dos negócios.

O encontro contou com a presença de grandes empresários nacionais e da região do Vale do Itajaí, como o economista-chefe do Banco Master de Investimento, Paulo Gala; CEO da Haco, Alberto Lowndes; Sócio e head de Capital Advisory da KPMG no Brasil, Alan Riddell; Presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante; CEO da Black Sky, Marcello Stewers; Fundador da Renature, Felipe Vilella; Diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade da Engie Brasil, Luiana Nabarrete; Head Têxtil Moda da Fiesc e gestora da Fundação Hermann Hering, Amélia Malheiros; Mestra em Direito Constitucional e conselheira independente Mara Denise Poffo Wilhelm; Presidente do Lide Mulher/SC, Larissa Linhares.

O evento foi dividido em três etapas: a primeira com o Talk Economia que buscou debater sobre perspectivas econômicas e financeiras atuais, além de trazer à tona assuntos como a Reforma Tributária para as empresas, bem como a implementação de medidas econômicas para restaurar a confiança dos investidores, promovendo o crescimento sustentável estimulando a criação e geração de empregos.

No momento, o economista-chefe do Banco Master de Investimento, Paulo Gala, destacou que existe uma boa perspectiva para a economia brasileira a partir do corte de juros, convergência de inflação e crescimento acelerado. Outro ponto que Gala reforçou é que Santa Catarina tem grandes e valiosas oportunidades econômicas.

Questionado sobre o risco do Banco Central sofrer alguma intervenção, Gala destacou que ele não enxerga riscos. “Com a taxa Selic em queda, as perspectivas de futuro são boas e positivas. Se compararmos os EUA com o Brasil, os Estados Unidos enfrentam ainda incerteza sobre o término do ciclo de alta de juros. O Brasil passou por inúmeros desafios nos últimos anos, como a pandemia do Coronavírus, mas nosso ciclo de corte de juros já começou e vai prosseguir. O futuro do Brasil será melhor que o passado”.

Já a segunda parte foi o Talk ESG que teve como intuito desmistificar o ESG e seus impactos nos negócios. Além disso, foram exploradas entre os palestrantes recentes tendências e inovações que estão moldando o futuro do planeta e os benefícios para as empresas e a sociedade.

O fundador da Renature, Felipe Vilella, explicou que a adoção do ESG é uma forma inteligente para trazer uma série de benefícios significativos para um negócio. “Além de incentivar os colaboradores, é um forte método de preservar os investimentos Os jovens estão entendendo que trabalhar com a sustentabilidade é algo mais rentável em todos os sentidos e isso é muito interessante. Em resumo, o ESG oferece benefícios tangíveis para as empresas, desde a melhoria da reputação e acesso a capital até a gestão de riscos e a promoção da inovação. Ao adotar essas práticas, as empresas podem criar valor de forma sustentável e se posicionar para o sucesso no cenário empresarial atual”.

Na ocasião, Mara Denise Poffo Wilhelm, mestra em Direito Constitucional e conselheira independente, ressaltou a importância da governança em todas os aspectos, seja pessoal ou profissional. “Ressignificar é muito importante e isso vale para todas as áreas e segmentos dos negócios, como a moda. Atualmente está tudo muito rápido e nós, empresários, precisamos acompanhar essa evolução. Para uma boa governança não existe tamanho de negócio, ou seja, micro ou grande, atualmente todas as empresas precisam dela, até mesmo as empresas familiares. 90% dos negócios são familiares mas poucos chegarão na próxima geração. As empresas familiares precisam ter um olhar mais atento aos negócios, afinal, muitas vezes a nova geração não tem aptidão para seguir com o patrimônio”.

Por fim, o Co-fundador da Digital House Brasil e ex CEO da Echos – Laboratório de Inovação, Carlos Alberto Júlio, que abordou os desafios e a importância da liderança para os negócios.
O Economia em Debate, foi uma realização do Meeting Negócios e Economia e contou com o apoio da Fiesc, Acib, Lide Santa Catarina, Primundo, Black Sky, Fin Brasil, Conexão Torus, Câmara Brasil – Portugal e Presse Comunicação. Entre os patrocinadores pode-se destacar Banco Master de Investimentos, Contax, Seats Home e NSC TV.

Fotos: Rodrigo Leal

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