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Empresas apostam no retorno de treinamentos vivenciais: quais os benefícios para o seu negócio

Para o mentor de negócios Roberto Vilela, o pós-pandemia tem sido um momento de reconstrução do relacionamento dos times e ações em meio a natureza podem potencializar resultados no longo prazo.

Manter o engajamento dos colaboradores em meio a consolidação de novos modelos de trabalho não é tarefa fácil. Em 2021, quando boa parte das empresas ainda estavam em home office 100% do tempo, o nível de engajamento caiu 16%, segundo a consultoria global ADP.

Para reforçar a identidade e cultura do negócio e proporcionar maior interação e entrosamento entre os times, muitos negócios estão se voltando a opções de treinamentos vivenciais, especialmente os realizados em contato com a natureza. “Nos últimos meses tenho tido uma procura considerável por esse tipo de projeto. Uma das questões colocadas pelas lideranças é que é preciso voltar o olhar das pessoas para este convívio e para os desafios do relacionamento profissional. Em muitas situações, viu-se uma diminuição nos níveis de comprometimento e de resiliência do profissional. Preparar momentos que fujam do modelo tradicional de lives e treinamentos em salas fechadas é uma boa opção para fazer o time respirar um ambiente diferente”, avalia.

O mentor, que possui o projeto V180, em que proporciona 180 minutos de treinamento que mescla a realização de provas que exigem força e concentração em ambiente aberto, acredita que é preciso ter clareza sobre o que trazer neste tipo de evento. “Como o próprio nome sugere, um treinamento vivencial precisa impactar o dia a dia do colaborador, tirá-lo da zona de conforto. É claro que existe uma linha muito tênue entre uma agenda assertiva e algo que fuja do desejo de engajamento, caindo no limbo das competições vazias. Por isso sempre estruturo o projeto com base no histórico e segmento da empresa, para que as provas sejam realmente aderentes e causem impacto na equipe”, reforça.

Disciplina como chave do processo
Além de proporcionar aos colaboradores a experiência de um ambiente atípico, os treinamentos outdoor trabalham questões fundamentais da carreira – habilidades que chamamos de soft skills. A disciplina, segundo Vilela, é uma das principais. “Trago nas provas, por exemplo, questões de tempo e de performance para a entrega do desafio proposto. Essas são questões que estão no nosso dia a dia e que, sem disciplina, pecamos na execução. Essas situações limite permitem ao colaborador trabalhar o seu foco e se perceber enquanto profissional. Seu comprometimento pode ser analisado em níveis extremos nestas ações”, ressalta.

Além das práticas outdoor, treinamentos vivenciais garantem integração e base de conhecimento à equipe, porque unem prática com teoria, tornando o colaborador um agente ativo do processo.

Sobre o especialista

Roberto Vilela é mentor e estrategista de negócios, com atuação nas áreas comercial e de gestão. Atua em todo o Brasil com clientes de médio e grande porte realizando palestras, treinamentos e apoiando na elaboração de táticas empresariais. É autor dos livros Em Busca do Ritmo Perfeito, em que traça um paralelo entre as lições do universo das corridas para a rotina de trabalho, e Caçador de Negócios, com dicas para performances de excelência profissional. Produz ainda séries de podcasts sobre estes assuntos, disponíveis nas plataformas Spotify e Itunes. No Instagram, o profissional também traz dicas, insights, bate-papo com gestores e outros conteúdos relacionados a gestão, liderança e performance. E-books, artigos, áudios e vídeos disponíveis em www.orobertovilela.com.br.