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Virada de Décio é medo de SC perder democracia

E quando parecia que o jogo estava pronto, Décio Lima virou, indicam as pesquisas internas. Justo ele, que protagonizou em 1996 uma virada semelhante quando foi eleito Prefeito de Blumenau. Na cidade da Oktoberfest, Décio também foi a surpresa. Agora, ele é o único ex-prefeito a concorrer este segundo turno das eleições estaduais.
O excesso de eufemismo e auto-confiança da campanha do adversário, senador Jorginho Mello, faz Décio alterar o cenário político. Mas a história sobrevive de sinais. E um aviso foi latente na última semana nos corredores do poder.
Notícias de bastidores indicam uma briga acelerada pela próxima presidência da Assembleia Legislativa. Estariam aptos a concorrer quatro deputados, mas pasmem: todos do PL, partido de Jorginho Mello. A fofoca fez o MDB, partido que estava na chapa com o governador Carlos Moisés, estar indignado com a ousadia e o desejo de poder do Partido Liberal.
Além disso, há um sentimento de “resposta” das CPIs que fará muitos aliados de Moisés votarem Décio.
Mais do que isso: com o futuro Governador e o presidente da Assembleia sendo do mesmo partido, as instituições são colocadas em xeque. Há um risco da democracia, maior do que em nível federal. Exatamente por esta sede insaciável de poder de Jorginho, é que os números de Jair Bolsonaro e dele são diferentes quanto a aprovação e rejeição. Sim, há um movimento silencioso de eleitores conservadores inclinando a apoiar Décio por não compactuarem com a “entrega do poder absoluto” ao mesmo grupo político.
Comenta-se ainda que a parceria de Jorginho com Julio Garcia, ex-presidente da ALESC, e nome conhecido de operações policiais, macula ainda mais a imagem e o risco de um futuro governo do PL. Os movimentos sociais e entidades /grupos de apoio, somados a maçons indignados com a exposição desnecessária, já indicam: a única novidade e mudança de verdade no segundo turno é Décio.