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Sindaf-SC destaca a importância da destinação do IR e da atuação técnica que garante permanência de recursos no Estado

O período de entrega da Declaração do Imposto de Renda, que ocorre de 23 de março a 29 de maio, abre uma janela estratégica para Santa Catarina ampliar o impacto social dos tributos pagos pelos cidadãos. Isso porque os contribuintes podem destinar parte do imposto devido a fundos e projetos sociais locais. A medida mobiliza entidades, órgãos públicos e profissionais da contabilidade permitindo que recursos que seriam encaminhados à União permaneçam no Estado, e sejam revertidos em ações voltadas à infância, à pessoa idosa e a outras áreas prioritárias.

Ao optar por essa alternativa, o contribuinte participa diretamente do financiamento de iniciativas sociais e contribui para que o dinheiro arrecadado retorne em benefícios concretos à própria população catarinense. O Sindicato dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas de Santa Catarina (Sindaf-SC) destaca a importância desse movimento e da atuação técnica da categoria, responsável por garantir que parte desses recursos permaneça no Estado.

Esse movimento anual se soma a uma estrutura permanente, já consolidada em Santa Catarina, que garante diariamente a permanência de parte do Imposto de Renda no Estado. A iniciativa foi estruturada no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda, com protagonismo técnico dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas, responsáveis por normatizar, padronizar e acompanhar os procedimentos de retenção.

O presidente do Sindaf-SC, Sandro Medeiros Alves, destaca que um marco desse processo ocorreu em junho de 2023, com a publicação do Decreto Estadual nº 129/2023 e da Portaria SEF nº 163/GABS/SEF, que instituíram o Manual Técnico do IRRF para Pessoa Jurídica. O documento padronizou a retenção do imposto nos pagamentos realizados pela administração pública estadual e foi acompanhado de um amplo processo de capacitação de servidores de órgãos da administração direta, autarquias e fundações.

A implementação envolveu a reorganização de fluxos operacionais, ajustes no sistema de administração financeira e orientação técnica às unidades administrativas. Na prática, sempre que o Estado realiza pagamentos por serviços contratados ou aquisição de bens, o Imposto de Renda incidente é retido na fonte e permanece em Santa Catarina, quando previsto em lei.

Antes da padronização, parte desses valores era direcionada à União. Com a nova estrutura, os recursos passaram a ser corretamente apropriados como receita estadual. O impacto foi imediato: no primeiro mês de vigência, houve um incremento de aproximadamente R$10 milhões na arrecadação, sem qualquer aumento de carga tributária para as empresas. Mantido esse ritmo, a projeção é de cerca de R$ 130 milhões anuais, reforçando o orçamento estadual.

Desde então, o mecanismo segue operando de forma contínua em toda a administração pública. A cada pagamento realizado, a retenção ocorre automaticamente, sustentada por uma base técnica consolidada. Ao longo desse período, os valores acumulados já representam centenas de milhões de reais adicionais, ampliando a capacidade de investimento do Estado.

O reflexo é direto na vida da população. Os recursos reforçam áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, permitindo a ampliação de serviços e investimentos sem a criação de novos tributos. Trata-se de uma estratégia de gestão fiscal eficiente, que alia técnica, organização e responsabilidade com o dinheiro público.

Sandro Medeiros Alves enfatiza que a combinação entre a participação do contribuinte e a atuação técnica do Estado é determinante para o fortalecimento das finanças públicas. 

“A destinação do Imposto de Renda e a retenção estruturada pelo Estado mostram que é possível aumentar a capacidade de investimento público sem elevar a carga tributária. É uma estratégia inteligente, que valoriza o dinheiro do contribuinte e garante que esses recursos retornem em benefícios concretos para a sociedade catarinense”, afirma o presidente do Sindaf-SC.

O tema ganha ainda mais relevância diante do peso econômico de Santa Catarina no cenário nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado está entre as maiores economias do país, com participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Nesse contexto, assegurar que parte dos tributos pagos permaneça no território catarinense é fundamental para fortalecer a autonomia fiscal e atender às demandas crescentes da população.

Assim, a destinação do Imposto de Renda na declaração anual e a retenção permanente nos pagamentos do Estado se complementam. De um lado, o cidadão exerce seu papel social ao apoiar projetos diretamente. De outro, a atuação contínua dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas — destacada pelo Sindaf-SC — garante que as receitas do imposto permaneçam em Santa Catarina todos os meses.

Neste período de declaração, a orientação é clara: participar faz diferença. Ao destinar parte do imposto devido, o contribuinte não apenas cumpre uma obrigação fiscal, mas também contribui ativamente para o desenvolvimento social do Estado. Enquanto isso, segue um trabalho técnico permanente, que assegura que esses recursos continuem onde fazem mais diferença: em Santa Catarina.

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