
Primeira edição do evento, realizada no SENAI Blumenau, reuniu empresas em dinâmica participativa para identificar desafios e apontar caminhos para o setor
A primeira edição da Rota da Produtividade Têxtil foi realizada no SENAI Blumenau e reuniu representantes de 40 empresas do setor em uma dinâmica participativa voltada à identificação de desafios e oportunidades para o desenvolvimento da indústria.
Realizada pela FIESC, com apoio do SINTEX, a iniciativa promoveu a troca de experiências entre os participantes e buscou mapear as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas no dia a dia. A avaliação dos participantes foi positiva, especialmente pela percepção de que diferentes empresas enfrentam dores semelhantes e pela expectativa de que os desafios identificados possam orientar futuras soluções do SENAI.
Para David Tomaselli, da ZEE RUCCI, de Pomerode, a dinâmica foi importante justamente por permitir que as empresas percebessem que muitos dos desafios enfrentados individualmente também são comuns a outras indústrias. “Valeu muito a pena participar porque conseguimos perceber que as dores que temos dentro da empresa também são enfrentadas por outras empresas. Isso cria uma expectativa muito positiva de que o SENAI consiga, a partir do que foi levantado, oferecer soluções para essas necessidades, principalmente na formação e na qualificação dos profissionais”, avalia.
Os participantes foram distribuídos em cinco mesas de discussão. Cada grupo trabalhou um tema relacionado à produtividade do setor: Pessoas e Competências; Processos e Eficiência; Tecnologia e Inovação; Mercado; e Competitividade.
As discussões abordaram questões como os principais gaps de qualificação, desperdícios e gargalos nos processos, desafios para a adoção de novas tecnologias, impactos das condições de mercado e transformações necessárias para tornar a indústria têxtil mais competitiva.
No formato Work Café, as discussões foram organizadas em rodadas de 10 minutos. Em cada uma das cinco mesas, conduzidas por profissionais da casa, os participantes responderam a perguntas-chave e tiveram contato com as contribuições dos grupos anteriores. Ao final, cada mesa elegeu um interlocutor para apresentar os principais pontos levantados.
Entre as questões discutidas estiveram os principais gaps que impactam a produtividade do setor, os desperdícios e gargalos que limitam a eficiência dos processos e os desafios para a adoção de novas tecnologias. A mesa de Mercado debateu os fatores que impactam a competitividade da indústria têxtil, enquanto o eixo Competitividade propôs uma reflexão sobre as transformações necessárias para o futuro do setor.
Mais do que levantar problemas, a primeira edição da Rota da Produtividade Têxtil permitiu identificar pontos de convergência entre diferentes empresas. A percepção de que muitas das dificuldades são compartilhadas reforçou a importância de uma atuação conjunta e abriu espaço para que o SENAI avance na construção de soluções alinhadas às necessidades apresentadas pelo setor.
“Este primeiro encontro nos permitiu ouvir diretamente a indústria e, principalmente, transformar percepções individuais em um diagnóstico coletivo. A partir dessas informações, nosso desafio agora é organizar as demandas, identificar onde o SENAI pode contribuir e construir soluções que façam sentido para a realidade das empresas, seja por meio de formação e qualificação profissional, seja pelo apoio técnico necessário para enfrentar os demais gargalos apontados”, pontua Jeferson Deleon Fávero, gerente de operações da FIESC em Blumenau.


