Boom de diagnósticos neuropsicológicos desafia processo de inclusão nas escolas
Desinformação e laudos precoces estão entre os obstáculos enfrentados pelos educadores
“Nunca recebemos tantas crianças com diagnóstico ou suspeita de transtornos neuropsicológicos como agora”. Essa é a percepção de Caroline Brand, coordenadora da Escola Interpares, que atende alunos da educação infantil e primeiros anos do ensino fundamental, em Curitiba.
Segundo a escola, antes da pandemia houve um boom de diagnósticos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Já durante a pandemia, na reabertura das escolas, cresceu a investigação de transtorno do espectro do autismo (TEA) entre os alunos.
Posteriormente, veio a enxurrada de laudos indicando a condição de altas habilidades (mais conhecida como superdotação) e, segundo Brand, espera-se que o próximo transtorno a se tor...









